Danae

Danae
Klimt, Gustav
Mostrando postagens com marcador literário/fotográfico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literário/fotográfico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, junho 12, 2008


Não há paixão que dure
Nem amor que cure
O meu vício por solidão.

segunda-feira, junho 09, 2008




Parece liberdade, parece fuga.
Parece doença e há quem diga que é cura.
Parece moda ou revanchismo.
Aceitação ou achismo?
Experimento ou encontro?
Perdição ou da partida o ponto?
Fim dos tempos ou retorno ao principio?
Precipício, ribanceira?
Fim da estrada, corredeira?
Ou bóia salva vidas pra tantas ditas que se perderam?
Perderam o paço, o tato, o juízo.
Perderam o tino e o gosto pela solidão.
Agarro o toque, o abraço, o amasso.
O gosto no que faço.
Eu te caço por aqui e guardo
Somente a água que não quiser me afogar.
Pra quem não tem o que procura
E acha que dura a vida um breve instante...
Avante à sua sede de carícia
Na pressa da vida não se reconhece o amante.
E é diante dessa dúvida que se perde, me perco,
Encontro, acho, a fonte.

Carolina Miquelassi

sexta-feira, agosto 03, 2007

Homicídio amargamente qualificado

foto by: Gilson Rodrigues

Estou ao pé de minha dor
Derramo agora por ela minhas derradeiras lágrimas.
Estou ao pé de seu jardim (jazigo).
Não que ela esteja agora morta,
mas a estou sepultando.
Não sei bem ao certo ainda se quero mesmo mata-la.
Quero olhar um longo tempo para esta dor
e vê-la pouco a pouco morrendo,
lentamente, pelas mão de um algoz desconhecido..

Aparecerão os primeiros fios de cabelos brancos
em minha esperança.
Quase nada de certeza.
Quase nada de paixão.
Quase nada de misterioso e bom nesta vida.
Mas esta é a vida.
A única vida que tenho.

... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. . ... .. .