Danae

Danae
Klimt, Gustav

terça-feira, junho 19, 2007


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Assim como a praia,
eu me encho, preencho e esvazio,
vazio.
As ondas vêem, me beijam e se vão,
em vão?
Ficaram-me os sulcos na face, no peito,
desfeito.
Ficaram-me os pingos de mar,
de mar ...

Afoga teu fogo no colchão,
paixão.
Joga as cinzas da tua saudade na esquina,
tua sina!
...

Ponha as rimas no bolso
E chore a sua dor em verso branco.



[Carolina Miquelassi]
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3 comentários:

Carolina Miquelassi disse...

e aqui se encerra um ciclo???
eu não sei...
eu não sei se quero a resposta...

Adélia disse...

Ciclos...
Eterno retorno...
hum...
pense como linhas retas com pontos finais e penhascos no fim, porém sempre conte com o freio.
Ciclos...eles podem reiniciar, e a alma merece descanso.

boa sorte, desejo nova fase.

beijo*.


(* da sua amiga, que vc nem sabe que tem, mas que torce timidamente à distancia)

Carolina Miquelassi disse...

As palavras são minhas
eu escrevi, mas ele não é meu.
Tem outro dono.
Alguém que certamente
não o reclamará...
Está se fechando.

“Quanta maldição o meu coração não quer dinheiro quer poesia
Poeta e ladrão escravo da paixão sem guia”

eu não desejo nada novo...
deseja uma permanencia q não
sei pra onde me arrastaria
e por medo... eu usei o freio
e agora não sei mais nada.

(* eu sei sim Adélia. obrigada. somos mais parecidas do que podemos imaginar)