Danae

Danae
Klimt, Gustav

sábado, setembro 15, 2007

Ao som d'O Teatro Mágico - O Anjo Mais Velho
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Meu coração está explodindo em inúmeras sensações

novas,desconhecidas, reveladoras.
Portadoras e reveladoras de nenhuma verdade ou
segredo algum oculto no kósmos.
São estranhezas de mim. Sinto-me renovar.
Um ciclo, deve ser o ciclo do qual fala o horóscopo... No qual já não sei mais se creio.
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As palavras estão perdendo o sentido.
Repita qualquer palavra muitas vezes, exaustivamente!
Não resta sentido.
Qualquer coisa deixa de ser o que era,
foi ou parecia ser...
Todos os significados me soam falsos e inconsistentes.
Falta-me fé ou falta poder de convencimento às palavras.
Tudo não passa de conceitos forjados em barro não cozido.
O constante sereno vai desfazendo a forma construída pelas mãos.
Um pouco mais de tempo e a forma já não é.
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A palavra amor caiu de seu pedestal
assim como Deus, por mim, um dia,
foi destronada.
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Amor pode ser criada, recriada, reinventada
reincorporada à nossa realidade ou necessidade
ou ser qualquer coisa que se queira que seja.
O amor não tem cara, nem cheiro, nem sexo
assim como Deus.
Portanto, Deus é aquilo que eu creio
e o amor pode ser também.
Sem regras criadas pelos homens,
sem obediência a ninguém.
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Tudo é só o princípio de tudo.
“E o fim é belo incerto...”

2 comentários:

Dyego Saraiva disse...

ocidentais: desde o sempre vendem desde mundo-físico ao que nem existe, como um curso de corte-costura.

Venderam as palavras como estupro final, vide a propaganda do Sazon, vide Bruno e Marrone.

Refrão da música que eu ouvi: "ah, meuamor, eu teamo tanto, meuamor." O que antes expressava algo inefável, me dá ansias de Kitch.

O refrão dessa música resgata algo ainda não-kitch, é como uma criança que saiu agora pro mundo, olhando pros lados, nua. Vão vendê-la, a criança, tanto, que vai passar pela rua, por aí, e ninguém vai notar.

Dyego Saraiva disse...

"O refrão dessa música", a do anjo mais velho.